12 de novembro de 2009

Introdução aos Livros da Bíblia – Gênesis

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Título do Livro

A palavra Gênesis vem, via latim, do título grego do livro. No hebraico, o livro recebeu esse nome por causa de sua primeira palavra, que significa "no princípio". O termo gênesis significa "origem" e, portanto, é um título apropriado para um livro que revela a origem de toda a história humana.

Autor

A tradição judaica lista Moisés como o autor do Gênesis e dos outros quatro livros que o seguem. Juntos, estes livros são denominados de Pentateuco.

Jesus disse: "Porque, se, de fato, crêsseis em Moisés, também creríeis em mim; porquanto ele escreveu a meu respeito." (Jo 5.46). O próprio Pentateuco descreve Moisés como alguém que escreveu extensivamente. Ver Êx 17.14; 24.4; Dt 31.24. At 7.22 nos conta que "Moisés foi educado em toda a ciência dos egípcios" Nas notas que acompanham o texto nós observamos que Gênesis emprega um bom número de termos emprestados do egípcio, sendo este um fato que sugere que o autor original tinha as suas origens no Egito, como era o caso de Moisés.

Data

A data tradicional do êxodo do Egito se encontra no meio do décimo quinto século a.C. 1 Reis 6.1 afirma que Salomão começou a construir o templo "no ano quatrocentos e oitenta, depois de saírem os filhos de Israel do Egito". Entende-se que Salomão tenha iniciado a construção em cerca de 960 a.C., datando assim o êxodo em 1440 a.C. Desta forma, Moisés redigiu Êxodo depois de 1440 a.C., durante os quarenta anos no deserto.

Conteúdo

Gênesis inicia com a formação do sistema solar, os preparativos da terra para a sua habitação, e a criação da vida sobre a terra. Todos os oito atos da criação foram executados em seis dias.

Os dez capítulos seguintes explicam as origens de muitas qualidades misteriosas da vida: a sexualidade humana, o matrimônio, o pecado, a doença, as dores do parto, a morte, a ira de Deus, a inimizade do ser humano contra o próprio ser humano e a dispersão das raças e línguas por sobre toda a terra.

Iniciando no cap. 12, Gênesis relata o chamado de Abraão e a inauguração da aliança de Deus com ele, uma aliança gloriosa e eterna que foi renovada com Isaque e Jacó. Gênesis é impressionante pela forma característica da sua narrativa, realçada pelo relato inspirador de José e pela multiplicação do povo de Deus no Egito. Trata-se de uma lição na eleição divina, conforme é recontado por Paulo em Rm 9.

Gênesis antecipa o NT de muitas maneiras: o próprio Deus pessoal, a Trindade, a instituição do matrimônio, a seriedade do pecado, o julgamento divino e a justificação pela fé. A Árvore da Vida, perdida em Gênesis, é restaurada em Ap 22.

Gênesis conclui com a bênção de Jacó sobre Judá, de cuja tribo viria o Messias: "O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Silo; e a ele obedecerão os povos" (49.10). Muitos séculos e muitas lutas seguir-se-ão antes que esta profecia encontre o seu cumprimento em Jesus Cristo.

Aplicação Pessoal

Gênesis questiona, de imediato, muitas percepções seculares do universo. Desta forma, o estudante sério de Gênesis precisa acostumar-se a pensar de forma diferente. Nós precisamos perceber o mundo e a sua história da forma como os antigos autores bíblicos os revelam. Por exemplo, as narrativas dos caps. 1—3 não devem ser entendidas alegoricamente, mas como história factual. A Palavra de Deus sempre deve estar acima da palavra dos homens; não devemos julgar a sua Palavra, antes é ela que nos julga. Portanto, os antigos hebreus não devem ser considerados como primitivos simplesmente porque eles relacionam-se com a realidade de forma diferente. Podemos ter herdado o pensamento racional grego a respeito das realidades do universo, mas isto não significa que o mesmo esteja sempre correto.

Gênesis também ensina muitas outras lições: Abraão é nosso exemplo de fé (15.6; Gl 3.7); a vida de José é um precioso sermão para todos que sofrem injustamente e é um desafio à fidelidade nesta era de permissividade sem disciplina.

Por fim, nós compreenderemos de forma correia a natureza humana apenas quando entendermos a verdade do "pecado original". Quando Adão pecou, todos nós também pecamos e, ainda mais, herdamos uma natureza pecaminosa permanente em nós (8.21; Rm 5.19; 7.18). Somente um Salvador pode resolver de forma efetiva esta questão da corrupção natural herdada.

Cristo Revelado

O Cristo preexistente, a Palavra viva, estava muito envolvido na criação. "Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez." (Jo 1.3). O ministério de Jesus está antecipado em Gn 3.15, sugerindo que o "descendente" da mulher que ferirá a cabeça da serpente (Satanás) é Jesus Cristo, o "descendente" de Abraão mencionado por Paulo em Gl 3.16. Melquisedeque é o misterioso rei-sacerdote do cap. 14. Uma vez que Jesus é rei e também sumo sacerdote, a carta aos Hebreus faz, de forma apropriada, esta identificação (Hb 6.20).

A grande revelação de Cristo em Gênesis se encontra no estabelecimento da aliança de Deus com Abraão nos caps. 15 e 17. Deus fez promessas gloriosas a Abraão, e Jesus é o maior cumprimento destas promessas, uma verdade que é explicada de forma detalhada por Paulo em Gaiatas. Boa parte da Bíblia está fundamentada sobre a aliança abraâmica e o seu desenvolvimento em Jesus Cristo.

A dramática história da prontidão de Abraão em sacrificar Isaque segundo a ordem de Deus apresenta uma incrível semelhança com o evento crucial do NT. "Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas... oferece-o ali em holocausto" (22.2), lembra-nos da prontidão de Deus em sacrificar o seu único Filho pelos pecados de todo o mundo.

Por fim, a bênção de Jacó sobre Judá antecipa a vinda de "Silo", a ser identificado como o Messias. "E a ele obedecerão os povos" (49.10).

O Espírito Santo em Ação

"O Espírito de Deus pairava por sobre as águas" (1.2). Desta forma achamos o Espírito envolvido na criação. O Espírito Santo também operou em José, um fato que foi óbvio para o Faraó: "Acharíamos, porventura, homem como este, em quem há o Espírito de Deus?" (41.38).

Embora o Espírito Santo não seja mencionado de outra forma em Gênesis, nós o vemos em ação ao atrair os animais dos quatro cantos da terra para dentro da arca de Noé. Nós também percebemos a sua operação através das vidas dos patriarcas: Ele protegeu os patriarcas e as suas famílias e os abençoou materialmente. Todos os tipos de dificuldades e situações impossíveis cercaram a família escolhida, tentando frustrar, onde possível, o cumprimento das promessas de Deus a Abraão; porém o Espírito de Deus resolveu, de maneira sobrenatural, cada um destes desafios.

Esboço de Gênesis 

1) A criação do mundo, 1:1—2:25

A.  O começo da criação, 1:1-2
B.  Os dias da criação, 1:3—2:3
C. As origens do homem e da mulher, 2:4-25

2) O pecado do homem, 3:1-24

A. A tentação, 3:1-7
B. Os julgamentos, 3:8-24

3)  As origens da civilização, 4:1—5:32

A. Caim e seus descendentes, 4:1-24
B. Sete, 4:25-26
C. De Adão a Noé, 5:1-32

4)  A história de Noé, 6:1—9:29

A. As causas do dilúvio, 6:1-13 .

B. O transcurso do dilúvio, 6:14—8:19
C. Os acontecimentos após o dilúvio, 8:20—9:29 V.

5) Os descendentes de Noé e a torre de Babel, 10:1—11:26

A.  Os filhos de Jafé, 10:1-5
B. Os filhos de Cam, 10:6-20
C. Os filhos de Sem, 10:21-32
D. A torre de Babel, 11:1-9
E. Os descendentes de Sem, 11:10-26

6) A história de Abraão, 11:27—25:11

A. A família de Abrão, 11:27-32

B. O chamado de Abrão, 12:1-20

C. A separação de Abrão e Ló, 13:1-18

D. A libertação de Ló por Abrão, 14:1 –24

E. A aliança com Abrão, 15:1-21

F. O nascimento de Ismael, 16:1-16

G. A circuncisão de Abraão, 17:1-27

H. A destruição de Sodoma e Gomorra, 18:1-19:38

I.  Abraão e Abimeleque, 20:1 –18

J. O nascimento de Isaque, 21:1-34

L. O oferecimento de Isaque, 22:1-24

M. A morte e o sepultamento de Sara, 23:1-20

N. O casamento de Isaque, 24:1-67

O. A morte de Abraão, 25:1-11

7) Os descendentes de Ismael, 25:12-18    

8) A história de Isaque e seus filhos, 25:19

A. O nascimento de Esaú e Jacó. Esaú vende  a primogenitura, 25:19-34

B. Isaque e Abimeleque, 26:1-35

C. Jacó conquista a bênção dolosamente, 27:1-46

D. A fuga de Jacó para a Mesopotâmia, 28:1-9

E. O sonho de Jacó em Betei, 28:10-22

F. Jacó e as filhas de Labão, 29:1—30:43

  1. 1. Jacó encontra Raquel, 29:1-14
  2. 2. Jacó se casa com Lia e Raquel, 29:15-30
  3. 3 Jacó gera filhos,'29:31—30:24
  4. 4. Jacó negocia com Labão, 30:25-43

G. A volta de Jacó a Canaã, 31:1—33:20

  • 1. Sua separação de Labão, 31:1-55
  • 2. Sua reconciliação com Esaú, 32:1— 33:20

 

H. O restante da vida de Jacó, 34:1—36:43 

  • 1. O massacre em Siquém, 34:1 –31
  • 2. A renovação da aliança em Betel, 35:1-15
  • 3. A morte de Raquel e de Isaque, 35:16-29
  • 4. Os descendentes de Esaú, 36:1-43

9. A história de José, 37:1—50:26

A. José vendido como escravo, 37:1-36
B. Judá e Tamar, 38:1-30

C.José na casa de Potifar, 39:1-23

D.José interpreta os sonhos do padeiro e do copeiro, 40:1-23

E. José interpreta o sonho de Faraó,

F. Os irmãos de José no Egito, 42:1-45:28

  • 1. A primeira visita de seus dez irmãos, 42:1-38
  • 2. A segunda visita dos onze irmãos, 43:1-44:34
  • 3. A revelação da identidade de José, 45:1-28

G. A família de José no Egito, 42:1-45:28

H. A bênção dos filhos de José, 48:1-22

I.   A bênção de Jacó a seus filhos, 49:1-27

J. A morte e o sepultamento de Jacó, 49:28-50:14

L. Os últimos dias de José, 50:15-26

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Fontes:

Bíblia de Estudo Plenitude

Bíblia de Estudo Anotada Expandida

8 de novembro de 2009

A importância da doutrina da Ressurreição de Cristo

Elenãoestáaquimasressuscitou

“Mas, agora, Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem”  (1 Coríntios 15.20).

CONSIDERAÇÕES ACERCA DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO

1. A RESSURREIÇÃO DE CRISTO FOI PREDITA NO ANTIGO TESTAMENTO:

“Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.(Salmos 16:10).

2. JESUS É A RESSURREIÇÃO E A VIDA:

“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;” (João 11:25).

3. O TESTEMUNHO DE PEDRO ACERCA DA RESSURREIÇÃO:

23 a este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus,   tomando-o vós, o crucificastes e matastes pelas mãos de injustos; 24 ao qual Deus ressuscitou,   soltas as ânsias da morte,   pois não era possível que fosse retido por ela. (Atos 2:23-24).

4. OS APÓSTOLOS COMO TESTEMUNHAS DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO:

“E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça.” (Atos 4:33).

5. A RESSURREIÇÃO DOS JUSTOS E INJUSTOS:

“Tendo esperança em Deus, como estes mesmos também esperam, de que há de haver ressurreição de mortos, tanto dos justos como dos injustos.” (Atos 24:15).

6. A PRIMEIRA RESSURREIÇÃO:

5 Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição. 6 Bem aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele mil anos. (Apocalipse 20:5-6).

TEXTO PARA ESTUDO

1 Também vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado, o qual também recebestes e no qual também permaneceis; 2 pelo qual também sois salvos, se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado, se não é que crestes em vão. 3 Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, 4 e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, 5 e que foi visto por Cefas   e depois pelos doze. 

6 Depois, foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também. 7 Depois, foi visto por Tiago,   depois, por todos os apóstolos. 8 e, por derradeiro de todos, me apareceu também a mim,   como a um abortivo. 9 Porque eu sou o menor dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, pois que persegui a igreja de Deus. 10 Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus, que está comigo. (1 Coríntios 15.1-10).

Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé. Foi o que afirmou Paulo aos cristãos de Corinto que embora muito bem instruídos, pois diz a Palavra: E ficou ali um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus. (At 18:11), ainda não estavam seguros com relação à ressurreição do Filho de Deus. Por isso, Paulo escreveu o que viria a chamar-se o "Grande Capítulo da Ressurreição".

A DOUTRINA BÍBLICA DA RESSURREIÇÃO É UM DOS PILARES DA FÉ CRISTÃ:

Foi devido à importância doutrinária do assunto, que em toda a extensão do capítulo 15 da Primeira carta Paulina aos Coríntios Paulo traz provas irrefutáveis da ressurreição de Cristo e as bases escriturísticas da glorificação dos santos ao ressoar da última trombeta.

Contextualizando…

Paulo escreveu a primeira carta aos Coríntios por volta de 59 d.C. , no final dos 3 anos de sua prisão em Éfeso.

Esta carta tem conteúdo totalmente doutrinário, e refutava práticas e idéias erradas que eram introduzidas no seio da Igreja.

Nos dias de hoje, quais as seitas que compactuam de desvios doutrinários como esse?

Infelizmente hoje são muitas as seitas que negam a ressurreição corporal de Cristo, e para sua própria ruína (Romanos 10.9-10), admitem que Jesus Cristo tenha ressuscitado apenas em espírito, são elas:

  • As Testemunhas de Jeová,
  • A Ciência Cristã,
  • A Igreja da Unificação,
  • O Kardecismo;
  • A LBV que diz que Jesus nem sequer ressuscitou.

É possível perceber que o assunto do texto do capítulo 15 seria a resposta de Paulo a algum questionamento feito a ele?

Sim, isso pode ser visto claramente no verso 12:

Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como dizem alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos? (1Co 15:12).

O nosso texto é a resposta de Paulo aos Coríntios cujas perguntas chegaram a ele através da família de Cloé:

Porque a respeito de vós, irmãos meus, me foi comunicado pelos da família de Cloé  que há contendas entre vós. (1ª Coríntios 1:11).

Mas a respeito da ressurreição de Cristo e conseqüentemente da ressurreição dos mortos, onde poderia ter surgido estes questionamentos na época de Paulo?

Quais pessoas ou grupos estariam envolvidos nestes ensinos?

Vejamos algumas das possibilidades à luz da Bíblia...

  • Primeira hipótese:

Paulo poderia estar respondendo aos Saduceus, já que eles não criam que houvesse ressurreição e se apegavam somente ao Pentateuco. É do Pentateuco que Jesus extrai a sua resposta a eles ao falar que Deus é Deus de Isaque, Abraão e Jacó. Ora, Jesus diz a eles que Deus é Deus dos vivos e não dos mortos:

No mesmo dia, chegaram junto dele os saduceus, que dizem não haver ressurreição,   e o interrogaram, (Mateus 22:23).

  • Segunda hipótese:

Paulo poderia estar corrigindo os que tiveram sua fé pervertida pelos hereges Himineu e Alexandre (Fileto), que diziam que a ressurreição Já tinha acontecido:

17 E a palavra desses roerá como gangrena; entre os quais são Himeneu e Fileto; 18 os quais se desviaram da verdade,  dizendo que a ressurreição era já feita, e perverteram a fé de alguns. (2ª Timóteo 2:18).

  • Terceira e a mais coerente hipótese:

Paulo estava respondendo as classes intelectuais, pois os gregos em Atenas escarneciam da idéia da ressurreição:

E, como ouviram falar da ressurreição dos mortos, uns escarneciam, e outros diziam: Acerca disso te ouviremos outra vez. (Atos 17:32).

A DOUTRINA BÍBLICA DA RESSURREIÇÃO:

"Morrendo o homem, porventura, tornará a viver?" (Jó 14.14). Esta pergunta milenar do patriarca Jó, foi plenamente respondida quando “Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem”.

Nas Sagradas Escrituras, a ressurreição dos mortos, tanto a dos salvos, como a dos perdidos, é uma doutrina de suma importância.

Definição:

A ressurreição pode ser definida como o retorno à vida de modo sobrenatural. A Bíblia afirma que os salvos ressuscitarão com um corpo transformado e glorioso (vv35-53), enquanto que os ímpios ressuscitarão com um corpo desprezível e vergonhoso:

E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna e outros para vergonha e desprezo eterno. (Daniel 12.2).

Cristo ressuscitou, retornando sobrenaturalmente à vida física:

8 E, saindo elas pressurosamente do sepulcro, com temor e grande alegria, correram a anunciá-lo aos seus discípulos. 9 E, indo elas, eis que Jesus lhes sai ao encontro, dizendo: Eu vos saúdo. E elas, chegando, abraçaram os seus pés e o adoraram. 17 E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram. (Mateus 28:8-9, 17).

Quanto aos outros casos de ressurreição descritos na Bíblia, foram temporários, vindo a pessoa a falecer mais tarde.

De acordo com a Palavra de Deus, a ressurreição pode ser compreendida também como a conversão a Cristo:

1 E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados,

5 estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), 6 e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; (Efésios 2:1,5,6).

A ressurreição de Cristo é a nossa garantia no presente:

Quanto a isso, a Bíblia declara: "E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé" (v. 14).

Mas, Ele ressuscitou e:

"se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas" (Atos 1.3).

A ressurreição de Cristo é a nossa garantia no futuro:

"Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. Mas, agora, Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem“. (1 Coríntios 15.19,20).

A ressurreição dos que dormiram em Cristo marcará o início da vida eterna de glória da Igreja com o Senhor no céu.

AS PROFECIAS DA RESSURREIÇÃO NAS ESCRITURAS:

A verdade da ressurreição dos mortos permeou de forma marcante as escrituras hebraicas. As três principais são:Jó, Davi e Daniel:

A PROFECIA DE JÓ: Jó é considerado contemporâneo dos personagens do livro de Gênesis, numa remota antiguidade. Em seu livro, no capítulo 19 e versículos 25 a 27, o patriarca afirmou que após sua morte, ressurgirá e verá claramente o seu Redentor.

A PROFECIA DA RESSURREIÇÃO EM JÓ:

25 Porque eu sei que o meu Redentor   vive, e que por fim se levantará sobre a terra. 26 E depois de consumida a minha pele, ainda em minha carne   verei a Deus. 27 Vê-lo-ei por mim mesmo,   e os meus olhos, e não outros, o verão; e, por isso, o meu coração se consome dentro de mim. (Jó 19:25-27). 

Obs.: a versão NVI traz este texto diferente, dizendo: sem carne).

A PROFECIA DA RESSURREIÇÃO EM DANIEL:

Considerado o principal escritor apocalíptico do Antigo Testamento, refere-se assim esse profeta:

"Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno" (Daniel 12.2).

A PROFECIA DA RESSURREIÇÃO EM DAVI:

O rei Davi, que também era profeta, já antevia, por inspiração divina, que o Messias provaria a morte, mas haveria de ressuscitar dentre os mortos:

“Porque Davi não subiu aos céus, mas ele próprio diz: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita,” (Atos 2:34).

A PROFECIA DA RESSURREIÇÃO PELO PRÓPRIO CRISTO:

Em diversas ocasiões, o Senhor Jesus advertiu aos seus discípulos que Ele, haveria de ser entregue aos pecadores, e também morrer, a fim de resgatar a humanidade de seus pecados. Todavia, iria ressuscitar ao terceiro dia:

Desde então, começou Jesus a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muito dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia. (Mateus 16:21).

O FATO DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO:

Assim o evangelista Lucas registra a ressurreição de Nosso Senhor:

"E, no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham pre­parado. E acharam a pedra do sepulcro removida. E, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus. E aconteceu que, estando elas perplexas a esse res­peito, eis que pararam junto delas dois varões com vestes resplandecentes. E, estando elas muito atemorizadas, e abaixando o rosto para o chão, eles lhes disseram: Por que buscais o vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na Galiléia” (Lucas 24.1-6).

A DECLARAÇÃO DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO:

Dentre as diversas declarações de fé do apóstolo Paulo temos a da ressurreição de Nosso Senhor:

"Lembra-te de que Jesus Cristo, que é da descendência de Davi, ressuscitou dos mortos, segundo o meu evangelho; pelo que sofro trabalhos e até prisões como um malfeitor, mas a Palavra de Deus não está presa" (2ª Timóteo 2.8,9).

Nesta declaração, o apóstolo destaca a filiação divina do Filho de Deus (Jesus Cristo), sua filiação humana e real (descendente de Davi) e também declara ser Jesus o pleno cumprimento das Escrituras ("o meu evangelho"). Aqui temos uma incontestável evidencia da ressurreição de Jesus.

AS TESTEMUNHAS DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO:

Conforme vemos na Palavra de Deus, a ressurreição de Jesus é um fato real e historicamente confirmado. Vejamos alguns desses testemunhos da ressurreição de Nosso Senhor.

1) Os evangelhos:

Todos os 4 evangelhos atestam que Jesus precisou morrer para resgatar-nos do pecado, mas ressurgiu com mui grande poder e autoridade (Mateus 28.1-10; Marcos 16.1-8; Lucas 4.1-12;João 20.1-10; Efésios 1.19-22).

1 E, passado o sábado, Maria Madalena, Salomé e Maria, mãe de Tiago, compraram aromas para irem ungi-lo. 2 E, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro, de manhã cedo, ao nascer do sol, 3 e diziam umas às outras: Quem nos revolverá a pedra da porta do sepulcro? 4 E, olhando, viram que já a pedra estava revolvida; e era ela muito grande. 5 E, entrando no sepulcro, viram um jovem assentado à direita, vestido de uma roupa comprida e branca;   e ficaram espantadas. 6 Porém ele disse-lhes: Não vos assusteis; buscais a Jesus, o Nazareno, que foi crucificado; já ressuscitou, não está aqui; eis aqui o lugar onde o puseram. 7 Mas ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis, como ele vos disse. 8 E, saindo elas apressadamente, fugiram do sepulcro, porque estavam possuídas de temor e assombro; e nada diziam a ninguém, porque temiam. (Marcos 16.1-8).19 e qual a sobreexcelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder, 20 que manifestou em Cristo,   ressuscitando-o dos mortos e pondo-o à sua direita nos céus, 21 acima de todo principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro.22 E sujeitou todas as coisas a seus pés e, sobre todas as coisas, o constituiu como cabeça da igreja, (Efésios 1.19-22).

2) Os atos dos apóstolos:

Cumprindo as recomendações de Jesus, os discípulos foram a Jerusalém, a fim de esperar a descida do Consolador. Eles se dispersaram quando da morte do Senhor, mas após a sua ressurreição voltaram a Jerusalém.

No capítulo 1 de Atos, os discípulos presenciaram a ascensão de Jesus ao céu. Após o derramamento do Espírito Santo no Dia de Pentecostes, o apóstolo Pedro, eloquentemente, pregou acerca da ressurreição de Cristo.

22 Varões israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, varão aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis; 23 a este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus,   tomando-o vós, o crucificastes e matastes pelas mãos de injustos; 24 ao qual Deus ressuscitou, s  soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela.25 Porque dele disse Davi: Sempre via diante de mim o Senhor, porque está à minha direita, para que eu não seja comovido; 26 por isso, se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; e ainda a minha carne há de repousar em esperança. 27 Pois não deixarás a minha alma no Hades,   nem permitirás que o teu Santo veja a corrupção. 28 Fizeste-me conhecidos os caminhos da vida; com a tua face me encherás de júbilo. 29 Varões irmãos, seja-me lícito dizer-vos livremente acerca do patriarca Davi que ele morreu e foi sepultado, e entre nós está até hoje a sua sepultura.30 Sendo, pois, ele profeta e sabendo que Deus lhe havia prometido com juramento que do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria o Cristo, para o assentar sobre o seu trono, 31 nesta previsão, disse da ressurreição de Cristo, que a sua alma não foi deixada no Hades, nem a sua carne viu a corrupção. 32 Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas. (Atos 2.22-32).

Com base na ressurreição de Cristo, os seus discípulos levaram o Evangelho até aos confins da terra.

3) Pedro e os doze:

De acordo as testemunhas arroladas por Paulo, inicialmente o Senhor ressurreto foi visto por Cefas, também chamado Pedro, e em seguida pelos Doze (1ª Coríntios 15.5).

4) Os quinhentos irmãos:

Esses "irmãos", mais de quinhentos, vi­ram o Cristo ressuscitado (1ª Coríntios 15.6). A maioria destes ainda vivia quando Paulo escreveu esta epístola.

5) Tiago: Era irmão natural de Jesus. Antes, ele não acreditava que Jesus fosse o Messias de Israel:

Porque nem mesmo seus irmãos criam nele. (João 7.5).

Jesus, já ressurreto apareceu a Tiago, que veio a tornar-se uma das colunas entre os santos:

e conhecendo Tiago, Cefas e João, que eram considerados como as colunas, a graça que se me havia dado, deram-nos as destras, em comunhão comigo e com Barnabé, para que nós fôssemos aos gentios e eles, à circuncisão; (Gálatas 2.9)

6) Paulo:

A última aparição do Senhor ressuscitado foi testemunhada pelo apóstolo Paulo, conforme ele mesmo testifica (1 Coríntios 15.8).

A partir daí, o que muito perseguiu a Igreja, agora muito a defende, até mesmo com o risco da própria vida:

28 Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos,   para apascentardes a igreja de Deus,  que ele resgatou com seu próprio sangue.29 Porque eu sei isto: que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis,  que não perdoarão o rebanho.30 E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si.31 Portanto, vigiai, lembrando-vos de que, durante três anos,   não cessei, noite e dia, de admoestar, com lágrimas, a cada um de vós. 32 Agora, pois, irmãos, encomendo-vos a Deus e à palavra da sua graça; a ele, que é poderoso para vos edificar e dar herança entre todos os santificados. 33 De ninguém cobicei a prata, nem o ouro, nem a veste. 34 Vós mesmos sabeis que, para o que me era necessário, a mim e aos que estão comigo, estas mãos me serviram.35 Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos e recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber. 36 E, havendo dito isto, pôs-se de joelhos e orou com todos eles.37 E levantou-se um grande pranto entre todos e, lançando-se ao pescoço de Paulo, o beijavam,38 entristecendo-se muito, principalmente pela palavra que dissera, que não veriam mais o seu rosto. E acompanharam-no até ao navio.(Atos 20:28-38).

CONCLUSÃO:

Segundo a Palavra de Deus e os fatos nela revelados, o Senhor Jesus ressurgiu dentre os mortos. Ora, se Cristo ressuscitou, também ressuscitaremos quando do soar da última trombeta, anunciando o arrebatamento da Igreja.

Foi o que o apóstolo deixou claro aos irmãos de Corinto:

51 Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados,52 num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. 53 Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade. 54 E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então, cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. (1 Coríntios 15.51-54).

A morte física não é a autoridade final de nossa existência. Pois, como Cristo ressuscitou pleno de vida e poder dentre os mortos, também; venceremos as ânsias da morte para estarmos com Nosso Senhor para sempre:

depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. (1 Tessalonicenses 4.17).

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Referências Bibliográficas:

CHAMPLIN, R. N., Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. São Paulo: Hagnos, 2001.

A ressurreição de Cristo - Lições Bíblicas 2º Trimestre de 2009. Comentarista Antônio Gilberto, CPAD.

Ministério CACP – Artigo Como identificar uma seita: http://www.cacp.org.br/seitasdiversas/artigo.aspx?lng=PT-BR&article=956&menu=8&submenu=2 – - Arquivo capturado em 07 de Novembro de 2009.

DAVIS, J. D. Dicionário da Bíblia. 22ª edição. Rio de Janeiro: Juerp, 2002.

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Obs: Este estudo ministrado na Escola Bíblica Dominical de 08/11/2009, na Igreja Evangélica Clamor & Adoração – Fátima – Sabará/MG.

1 de novembro de 2009

Foi uma verdadeira bênção!!!

4-cavalos-do-apocalipse[1]

Quem não foi, realmente perdeu!

Aquilo que até poderia  parecer frio e metódico dada à seriedade do tema tratado, foi na verdade uma renovação para os participantes! Foi num clima de muita gratidão ao Deus que que salvou e redimiu e está preparando a Noiva do Cordeiro por Sua graça imerecida que passamos o dia reunidos ouvindo as ministrações da Palavra do nosso Deus.

E este foi só o primeiro de uma série de muitos seminários Catch The Fire que o sucederão.

Pela manhã contamos com a fervorosa presença do Pastor Naymes Rodrigues Pinheiro, pastor da Igreja do Nazareno no Rio de Janeiro e fomos todos impactados pelo poder de Deus! 

Às 13:00 horas foi servido um saboroso almoço na Missão de Misericórdia, preparado pelas irmãs.

Após o retorno ao templo contamos com a carinhosa presença do Missionário Wellington Batista Sabino, professor da Escola de Theologia Minas Gerais e Deus continuou falando com a igreja!

A bênção dobrou!

Ao final do evento, o missionário Wellington disponibilizou uma apostila com o conteúdo ministrado que será vendida por uma pequena quantia (algo em torno de R$5,00, valor ainda não confirmado) para que o dinheiro arrecadado seja aplicado na obra missionária da Igreja. Para adquirir o seu exemplar, ser abençoado e abençoar a área de Missões da Igreja, procure o missionário Rogério.

Além das fotos tiradas, todo o evento foi filmado e logo estará disponível em DVD.

Verdadeiramente foi um dia em que nós, como Igreja do Senhor Jesus, pudemos refletir melhor sobre o que temos feito para impedir que nossos vizinhos, nossos parentes, nossos amigos e colegas de trabalho sejam mandados para uma eternidade sem Deus, porque este é o resultado do cumprimento de toda a escatologia bíblica. Todos os planos de Deus e a própria existência da igreja na terra, giram em torno da salvação dos perdidos aos quais Deus muito ama (João 3.16) e não permitiu nem mesmo aos anjos pregar mas a nós. Vê igreja, a tua responsabilidade? E o que teremos para apresentar ao nosso Rei quando nos colocarmos diante dele? Como está escrito:

Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.
Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?
E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam a paz, dos que anunciam coisas boas! (Romanos 10.13-15).

Maranata! 

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